John Textor e as Controvérsias no Botafogo
O empresário John Textor, que adquiriu a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo em 2022, está em meio a conflitos sobre a nova gestão do clube. Em um pronunciamento recente, Textor criticou a compra de 99% das ações do Botafogo, que foram vendidas por um valor simbólico, resultando na participação de sua empresa, a Eagle Football Holdings, sendo reduzida a menos de 1%.
“As engrenagens da justiça giram em um ritmo quando o Clube Social pede o impossível, mas em outra linha do tempo para mim”, afirmou Textor em uma publicação em seu perfil no ‘X’. A situação gravita em torno de uma decisão judicial que levou à dissolução das ações da Eagle e sua subsequente recompra pelo clube.
Desdobramentos da Justiça e Afastamento
Textor foi afastado da gestão do Botafogo em fevereiro de 2026, mas voltou ao controle da Eagle em setembro do mesmo ano. Em suas declarações, ele reafirma seu direito à propriedade das ações, argumentando que uma decisão da justiça dos EUA deve ser respeitada também no território brasileiro.
“Estou buscando o reconhecimento desse direito no Brasil e a anulação de ações corporativas que considero ilícitas”, disse. Sua crítica se estende à recente Assembleia Geral Extraordinária que decidiu colocar 51% das ações à venda por R$ 0,01, resultando na recompra pelo Botafogo por R$ 2 milhões.
O Desafio da Recompra e o Convite ao Diálogo
Textor revelou que, apesar de ter tido a oportunidade de recomprar as ações, não o fez, questionando a legitimidade da assembleia que permitiu a venda. “Como posso comprar algo que já me pertence?”, indagou ele, reforçando sua posição de contestar judicialmente a validade da assembleia.
Finalizando sua mensagem, Textor fez um convite ao novo investidor Gabriel de Alba e ao presidente do Clube Social, João Paulo Magalhães, para um diálogo. “Confiante de que o Brasil respeitará as decisões dos EUA e em breve devolverá o clube a mim, convido Gabriel, JP e Carlos (Augusto Montenegro) a colocarem o clube acima de nossas diferenças pessoais”, concluiu Textor, demonstrando um desejo de buscar uma reconciliação, apesar das tensões atuais no Botafogo.
















