Contexto da Decisão da Polícia Federal
A Polícia Federal do Brasil tomou a decisão de cancelar os passaportes de Flávio Bolsonaro, conforme exige uma ordem judicial que ele não atendeu. O motivo para essa ação se baseia na alegação de risco de fuga do ex-senador, que se confirmou com sua recente viagem aos Estados Unidos.
De acordo com informações obtidas pelo analista de Segurança Pública Elijonas Maia, a PF já havia alertado sobre esse risco e formalizou um pedido ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, logo após o desfecho das eleições em 25 de outubro.
Esses elementos incluem o poder econômico de Flávio e sua associação com o advogado Willer Tomaz, que também está fora do Brasil e enfrenta investigações relacionadas a lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Ainda Mais Revelações sobre o Risco de Fuga
No pedido, a PF adicionou uma declaração de Eduardo Bolsonaro, que durante um podcast expressou apoio à saída de Flávio do Brasil em caso de derrota nas eleições, uma previsão que infelizmente se concretizou.
O cenário gerou um alerta para a cúpula da Polícia Federal, que relatou que o risco de fuga foi um fato confirmado, conforme afirmou Elijonas no programa Live CNN.
A ordem judicial também previa que Flávio entregasse seus passaportes brasileiros e o passaporte italiano, entanto, o governo brasileiro não tem poder para cancelar o passaporte italiano sem a autorização da Itália.
Críticas e Implicações
A CNN confirmou que Flávio ingressou na Argentina com o passaporte italiano e, posteriormente, nos Estados Unidos, utilizando um passaporte diplomático.
Esta situação gerou críticas significativas à PF, dado que Flávio conseguiu deixar o Brasil mesmo com a ordem judicial em andamento.
Dentro da Polícia Federal, existia um grupo que favorecia ações mais severas, como realizar uma busca e apreensão na casa de Flávio para recuperar os passaportes, mas tal iniciativa não foi autorizada por Moraes.
Este caso se insere em um contexto maior, onde outros investigados, como os ex-deputados Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, assim como o jornalista Allan dos Santos, deixaram o Brasil. A liderança da PF reiterou que havia notificado o Supremo Tribunal Federal sobre o risco de fuga antes que este se concretizasse.
















