Contexto da Operação de Transporte no 2º Turno
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), revelou em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 27 de outubro, que a capital operou com 71% da frota de ônibus no último domingo, dia 25, durante o segundo turno das eleições. Apesar da determinação da Justiça Eleitoral para que 100% da frota estivesse em circulação, Nunes justificou que a notificação foi recebida ‘em cima da hora’, impossibilitando a execução total da medida.
Em números, 8.814 ônibus circularam em um total de 12 mil previstos. Em sua explicação, o prefeito destacou que a notificação do oficial de Justiça chegou às 13h10, e logo em seguida, às 13h32, o comunicado para as empresas de transporte foi enviado, visando o cumprimento da ordem judicial.
Esforços para Cumprir a Determinação Judicial
Nunes comentou que a baixa circulação de ônibus se deu pela ausência dos motoristas no trabalho. Ele enfatizou a mobilização que teve que ocorrer à última hora. “Rapidamente buscamos atender a decisão judicial, convocando motoristas. A operação começou à meia-noite e, assim, tínhamos um prazo muito curto para reintegrar todos os motoristas ao serviço”, explicou o prefeito.
Segundo dados apresentados, a operação de ônibus no primeiro turno foi de 50% da frota, e a expectativa era para manter a mesma proporção no segundo turno até a ordem judicial. “Tentamos um funcionamento pleno, mas não foi possível”, afirmou Nunes.
A Ação Judicial e Consequências
Após a declaração de Nunes, jornalistas questionaram sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fevereiro, que menciona a gratuidade no transporte público e a obrigação de disponibilizar a frota integral no dia da eleição.
Nunes ressaltou que uma decisão do STF já indicava que estados e prefeituras deveriam garantir transporte suficiente dentro das suas capacidades. No entanto, apesar das alegações de redução na frota, números indicaram que no primeiro e no segundo turno, o transporte foi efetivo para 3,2 milhões de passageiros.
Impactos e Reclamações da População
A redução da frota gerou reclamações durante o segundo turno, com cidadãos relatando filas e longos tempos de espera. Em resposta, partidos acionaram a Justiça, destacando que a frota estava, na verdade, operando com apenas 60%, uma alegação contestada pela prefeitura.
As queixas foram formalizadas por meio de uma ação do PSOL, que recebeu denúncias especialmente de bairros da zona leste, como o Itaim Paulista, que seriam os mais afetados pela falta de ônibus. Em resposta à situação, a Justiça determinou que 100% da frota fosse disponibilizado, decisão que ocorreu após uma ação popular apresentada no dia 24 de outubro.
















