Presidente do Flamengo defende revisão de Medida Provisória
Bap, presidente do Flamengo, participou do programa “Mengo Cast”, transmitido pelo canal oficial do clube carioca. Em um debate acalorado sobre a recente Medida Provisória que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas no Brasil, o mandatário expressou sua preocupação e pediu que a medida seja reconsiderada pelos órgãos superiores do país.
“Espero sinceramente que, a partir da semana que vem, isso seja revisitado, ou pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso Nacional, que tem todas as ferramentas e as possibilidades de rejeitar essa Medida Provisória”, afirmou o presidente. Esta posição reflete não apenas uma defesa do setor de apostas, mas também um apelo pela necessidade de respeitar os procedimentos legislativos adequados.
Impacto econômico para o Flamengo
Poucas horas antes do governo Lula anunciar a Medida Provisória, Bap havia comentado sobre os efeitos devastadores que tal decisão teria para o clube. Ele destacou que as perdas imediatas de receita podem chegar a até R$ 430 milhões para o ano seguinte, impactando não apenas o futebol, mas também os esportes olímpicos da equipe rubro-negra.
O dirigente ressaltou que “sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria”, referindo-se à urgência de uma solução que considere o futuro financeiro do clube.
Pedido de transição ante a MP
Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, protocolou um pedido sugerindo que a MP que visa barrar as apostas entre em vigor apenas em 31 de dezembro. Furtado enfatizou a importância de um período de transição adequado, buscando garantir segurança jurídica e criticou a iniciativa por ter um “caráter eleitoreiro”.
Os clubes têm até 5 de outubro para remover publicidades e patrocinadores ligados a essas casas de apostas, enquanto os apostadores devem resgatar seus saldos nos sites até a mesma data e horário.
Bap finalizou sua declaração enfatizando que, caso uma decisão mais robusta seja tomada, deveria ocorrer de maneira escalonada, evitando um impacto abrupto que cause incerteza e desconforto para os clubes de todo o Brasil.