Flávio Bolsonaro promete oração antes da posse em 2027

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Declaração e Proposta de Flávio Bolsonaro

A campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência, anunciou que, caso eleito, o futuro presidente fará uma oração antes de ler o termo de posse, em janeiro de 2027. Essa declaração busca esclarecer uma fala anterior do candidato, onde afirmou que “o Brasil será de Jesus Cristo.”

Segundo comunicado da campanha, essa oração tem um caráter simbólico, representando um gesto de agradecimento e um pedido de proteção e bênção para todos os brasileiros. Essa proposta vem à tona em meio a debates sobre a relação entre política e religião no Brasil, um tema bastante sensível e polarizado.

Controvérsias e Apoios

A declaração de Flávio, dada em agosto, foi ressuscitada por seus adversários, especialmente em relação a uma fake news que o associava a uma tentativa de deslegitimar a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), defensora da fé católica, saiu em apoio à fala de Flávio, ressaltando que sua declaração não diminui a devoção a Maria, mas reforça a importância da fé em Deus.

Marquetto destacou a necessidade de se respeitar todas as religiões, declarando que o respeito à fé católica é uma prioridade para Flávio, o que ela acredita ser uma infinidade de injustiças que surgem a partir de mal-entendidos. Em seu apoio, a deputada fez referência ao projeto de lei que ela criou, que instituiu o Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria.

A Resposta do Conselho Interdenominacional

Em resposta às controvérsias, o Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) se manifestou, defendendo Flávio Bolsonaro e rebatendo as acusações de fake news feitas por adversários políticos, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus apoiadores. A entidade reafirmou a coexistência pacífica entre evangélicos e católicos e repudiou qualquer tentativa de dividir as religiões.

Os líderes evangélicos, através de um movimento liderado pelo pastor Silas Malafaia, enfatizaram que não há iniciativas para desacreditar cultos ou feriados de qualquer religião, promovendo um discurso de união entre as diferentes crenças no país.

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