Afastamento de Agentes em Mogi das Cruzes
A Polícia Civil afastou três delegados, um investigador e um carcereiro que atuavam em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, sob suspeita de favorecimento indevido a presos, incluindo o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, detido em setembro de 2026.
Os afastamentos foram decididos após servidores prestarem depoimento à Corregedoria Geral da corporação, que iniciou investigações sobre possíveis irregularidades. Além do afastamento, foi instaurado um inquérito e correições para apurar as ações dos agentes envolvidos.
Investigação em Curso
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) declarou que a medida visa garantir investigações sem interferências. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também investiga as suspeitas de regalias na unidade prisional onde Milton Leite está detido.
Segundo o MPSP, durante as apurações, foram encontrados R$ 150 mil e US$ 10 mil na residência de um carcereiro, além de R$ 4 mil no bolso de um agente durante uma busca na prisão. Essas descobertas levantam possíveis acusações de corrupção passiva e ativa, além de prevaricação.
Defesa de Milton Leite
A defesa de Milton Leite contestou as alegações, afirmando que ele não recebeu regalias e que está submetido às mesmas regras que todos os presos. Os advogados ressaltaram a falta de acesso aos elementos da investigação e pediram cautela em relação às denúncias.
Milton Leite é citado em investigações que o ligam a operações com empresas controladas pelo PCC. Apesar das acusações, o ex-vereador nega qualquer envolvimento com o crime organizado, prometendo provar sua inocência no decorrer do inquérito.
Contexto das Investigações
As investigações não só enfocam o tratamento de presos na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, mas também revelam um padrão de visitas frequentes a detentos, muitas vezes sem vínculos familiares, o que levanta sérias questões sobre a administração das unidades prisionais.
A denúncia anônima que originou as investigações aponta para um possível esquema de corrupção, o que também exige um olhar mais atento ao estado das instituições encarregadas de manter a ordem e a justiça.
















