Comissão Nacional de Avaliação Formada
A Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica, estabelecida pela Medida Provisória (MP) 1370/26, terá um papel crucial na definição das diretrizes do novo Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), marcado para 2028. A comissão é composta por quatro representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), dois do Ministério da Educação (MEC) e dois do Ministério da Saúde.
Com essa nova estrutura, o CFM passará a ter uma influência significativa sobre quais conteúdos serão avaliados e o conhecimento mínimo exigido para que os estudantes possam se tornar médicos. Essa mudança reflete uma tentativa de garantir que a formação dos futuros profissionais de saúde atenda a padrões elevados.
Alterações nas Avaliações e na Estrutura
Até 2025, apenas o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) estavam envolvidos na aplicação da prova, que até então ocorria apenas no sexto ano do curso de Medicina. Com as novas diretrizes, o MEC terá quatro representantes nas subcomissões que avaliarão os estudantes nos segundo e quarto anos, enquanto o CFM e o Ministério da Saúde contarão com a participação de apenas um representante cada.
Na fase decisiva, correspondente ao sexto ano, o CFM terá uma presença maior, com quatro representantes, aumentando assim sua influência sobre a avaliação final.
Críticas e Defensores da Mudança
O relator da MP, deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), defendeu a maior participação do CFM, comparando o novo exame à prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), onde a entidade profissional detém controle total sobre a avaliação.
Entretanto, críticas surgiram, como a do presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), Estevão Toffoli. Ele sugeriu que a comissão deveria incluir amplas vozes, como estudantes e representantes de secretarias de saúde e educação, para garantir que a avaliação fosse bem equilibrada.
Expectativas Futuras
Através dessa nova estrutura, espera-se que a qualidade da formação médica no Brasil melhore. Estevam Rivello Alves, segundo secretário do CFM, destacou que a MP é um passo importante para identificar defeitos na formação dos alunos e das instituições de ensino, o que poderá resultar em melhorias significativas no sistema de saúde pública.
O presidente da Abem também reconheceu os avanços, mas enfatizou que o foco deve estar na qualidade da formação e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
















