A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pela manutenção da prisão preventiva de Felipe Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, identificado como operador no caso Master. De acordo com o Ministério Público Federal, não ocorreram mudanças nas circunstâncias que justifiquem a revogação de sua prisão.
O parecer, assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi direcionado ao ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF) um dia após o pedido de manifestações sobre a solicitação de liberdade de Felipe e Henrique Vorcaro, pai de Daniel. No despacho, o ministro salientou a necessidade de reavaliação periódica das prisões preventivas, enfatizando os pedidos das defesas para a revogação das detenções.
A manifestação da PGR sobre Felipe foi solicitada por Fachin sem a imposição de um prazo específico. Em relação a Henrique, a PGR aguardará a posição da Direção-Geral do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, onde ele está detido, antes de emitir seu parecer. A prisão onde Henrique se encontra deve fornecer informações em três dias, e depois, a PGR terá um período de 15 dias para se manifestar sobre a situação do pai de Vorcaro, que alegou problemas de saúde.
Henrique, que sofre de diverticulite recorrente, teve uma crise emergencial na prisão, e sua defesa solicita que ele seja colocado em prisão domiciliar devido ao seu quadro de saúde considerado grave e progressivo.
A prisão preventiva de Felipe Vorcaro foi ratificada pela Segunda Turma do STF em junho. Naquela ocasião, o relator da Operação Compliance Zero, ministro André Mendonça, mencionou que Felipe mantinha uma série de ações para dissimular e ocultar patrimônio até abril, mesmo após a abertura de investigações que resultaram na prisão do ex-dono do Banco Master.
O ministro destacou a participação significativa de Felipe em operações do esquema de Vorcaro, incluindo repasses a núcleos políticos e movimentações financeiras substanciais. As investigações revelaram uma extensa rede de pessoas físicas e jurídicas que operava em diferentes estruturas societárias, constituindo um aparente mecanismo de ocultação da origem dos bens e recursos financeiros.
















