Diário de Notícias
Rio de Janeiro 24°C · Poucas nuvensVer previsão ▾
Previsão para agora

Umidade: 89% · Vento: 21 km/h

Consulta: 01/11 18:38
dom, 01/1123° / 24°
seg, 02/1122° / 30°
ter, 03/1122° / 31°

Mínimas e máximas estimadas pelos horários previstos. Hoje: horários restantes.

Dados: MET Norway · CC BY 4.0

ÚLTIMAS NOTÍCIASPetrobras anuncia aumento no preço do querosene de aviação
Petrobras anuncia aumento no preço do querosene de aviaçãoO desafio de André Janones com o “Exército do Lula” após as eleiçõesJanaina Paschoal defende prefeito diante de acusações sobre ônibusFilha de brasileira se desculpa após comentários sobre morte de Charlie KirkPGR endossa decisão de Moraes sobre quebra de sigilo de jornalista do MaranhãoGastos com candidaturas ultrapassaram R$ 11 bilhões nas eleições de 2026Rubens Barbosa: Brasil precisa de visão estratégica de longo prazoA biografia controversa de André Janones, o herói improvável da virada de LulaA biografia controversa de André Janones, o herói improvável da virada de LulaA biografia controversa de André Janones, o herói improvável da virada de LulaA biografia controversa de André Janones, o herói improvável da virada de LulaJosé Guimarães critica família Bolsonaro e suas implicações para TrumpJosé Guimarães critica família Bolsonaro e suas implicações para TrumpJosé Guimarães critica família Bolsonaro e suas implicações para TrumpJosé Guimarães critica família Bolsonaro e suas implicações para Trump
Publicidade
Política

O desafio de André Janones com o “Exército do Lula” após as eleições

O deputado federal André Janones (Rede) é considerado um dos principais responsáveis pela virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Coordenador do “Exército do Lula” nas redes sociais, Janones agora enfrenta o desafio de manter o engajamento e a mobilização de um grupo que, […]

O deputado federal André Janones (Rede) é considerado um dos principais responsáveis pela virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Coordenador do “Exército do Lula” nas redes sociais, Janones agora enfrenta o desafio de manter o engajamento e a mobilização de um grupo que, através de um importante trabalho nas plataformas digitais, ajudou a garantir uma vantagem de 4,4 milhões de votos a favor do presidente eleito.

Especialistas consultados pelo veículo VEJA apontam que manter o nível de participação dos integrantes do grupo de WhatsApp será complicado. Apesar de o “Exército do Lula” contar com mais de 10 milhões de seguidores, há um cansaço perceptível entre os militantes que participaram ativamente da campanha. A desmobilização tende a ocorrer porque muitos membros não são filiados ao PT e podem sentir que sua missão foi cumprida, especialmente após a vitória nas eleições.

A professora de antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Letícia Cesarino, explica que “essa mobilização não vai se repetir como aconteceu no segundo turno”. Ela observa que os participantes estavam no “modo guerra” e obedeciam a comandos com uma consciência clara de que a intensidade da atividade seria temporária, voltada apenas para o período crítico das eleições.

Já Raquel Ricuero, professora da Universidade Federal de Pelotas e coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Mídia, Discurso e Análise de Redes, complementa que a estratégia de mobilização teve um alto custo social para a militância. Embora tenha potencial para construir um senso de comunidade, essa abordagem é emocionalmente desgastante, o que pode contribuir para o afastamento dos participantes.

O “Exército do Lula” foi criado em abril de 2026, mas sua utilização se intensificou especialmente na transição do primeiro para o segundo turno, a partir do momento em que Lula começou a aparecer em desvantagem nas primeiras votações. Após o acionamento do grupo, o cenário eleitoral mudou, culminando na vitória de Lula, que, em seu discurso de agradecimento, teceu elogios a Janones, referindo-se a ele como “companheiro” e “general” da tropa que, segundo o presidente, foi crucial para a reeleição.