No último sábado, 31 de outubro de 2026, José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, fez uma declaração polêmica sobre a situação da família Bolsonaro e seu impacto na política americana. Em uma postagem em sua conta no X (anteriormente Twitter), Guimarães afirmou que a família Bolsonaro se tornou um “fardo político” para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Guimarães comentou sobre a negativa do senador Marco Rubio, que declarou que o governo dos EUA não teve participação na fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. A fuga ocorreu após Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições presidenciais, deixar o país, seguindo um pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para apreensão de seus passaportes.
O ministro destacou que a situação tem repercussão significativa, especialmente às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, onde os cidadãos vão às urnas para renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado. Para Guimarães, o eleitorado americano está começando a questionar o motivo pelo qual Trump alega não ter recursos suficientes para a saúde pública, enquanto acolhe uma família envolta em acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.
O petista pontuou que a relação com os Bolsonaro vem causando questionamentos internos e se transformando em um problema político para Trump. Ele endossou hashtags como “DeportTheBolsonaros” e “DeportTheBolsonarosNOW”, pedindo a deportação da família Bolsonaro dos Estados Unidos.
Pouco antes das declarações de Guimarães, Marco Rubio, em entrevista a jornalistas, reafirmou que o governo americano não esteve diretamente envolvido na operação de fuga de Flávio Bolsonaro. Rubio declarou: “Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país”. A declaração dele segue controvérsias levantadas por reportagens apontando que membros das administrações de Trump e do presidente argentino Javier Milei teriam colaborado com a saída de Flávio Bolsonaro. O Wall Street Journal divulgou informações de que Jason Miller, assessor de Comunicação da Casa Branca, ajudou a facilitar o avião particular que levou Flávio Bolsonaro e sua família para os EUA, com ajuda de um dos principais auxiliares de Milei.
















