Justiça Prolonga Interrogatório de Tenente-Coronel no Caso Gisele

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Interrogatório do Tenente-Coronel é Adiado

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) adiou o interrogatório do Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, envolvido no feminicídio da soldado e sua esposa, Gisele Alves Santana. Inicialmente agendado para esta sexta-feira, 4 de setembro, o novo interrogatório ocorrerá em 5 de outubro de 2026.

A decisão do tribunal foi baseada em um pedido da defesa do Tenente-coronel para reunir diligências complementares ao inquérito. O despacho salienta a importância de garantir o direito de defesa do réu, estabelecendo um prazo improrrogável de 20 dias para a realização do novo interrogatório.

Implicações Legais e Detalhes do Caso

Além do adiamento, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva de Geraldo, conforme publicado no Diário de Justiça Eletrônico Nacional em 27 de agosto. A defesa solicitou um habeas corpus, que foi negado, reforçando a continuidade da prisão do oficial.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás em 18 de fevereiro. O caso inicialmente foi tratado como um suicídio, mas rapidamente evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual, após a investigação revelar indícios de crime.

Acusações e Provas Apresentadas

Segundo o Ministério Público, o tenente-coronel teria tentado simular um suicídio, posicionando a arma na mão da vítima e alterando a cena do crime para confundir a investigação. Laudos periciais apontaram inconsistências em sua versão, como vestígios de sangue encontrados em suas roupas que sugerem que ele teria tomado banho para eliminar provas.

As investigações revelaram que o homicídio ocorreu por motivos torpes, relacionados ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o término do relacionamento. A acusação enfatiza que Gisele foi surpreendida e não teve chances de defesa, o que agrava ainda mais a gravidade do crime.

Reação das Defesas

A defesa do tenente-coronel, liderada pelo advogado Eugênio Malavassi, destacou que está analisando a resposta do Instituto de Criminalística sobre o laudo apresentado. Em contrapartida, a defesa dos familiares de Gisele assegurou que nunca duvidou que sua morte foi um feminicídio.

Para o advogado Miguel Silva, as evidências coletadas no laudo complementar reforçam a acusação e confirmam a autoria do crime pelo tenente-coronel.

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