Diário de Notícias
Rio de Janeiro 25°C · Parcialmente nubladoVer previsão ▾
Previsão para agora

Umidade: 83% · Vento: 9 km/h

Consulta: 24/10 16:51
sáb, 24/1024° / 25°
dom, 25/1022° / 30°
seg, 26/1020° / 22°

Mínimas e máximas estimadas pelos horários previstos. Hoje: horários restantes.

Dados: MET Norway · CC BY 4.0

ÚLTIMAS NOTÍCIASA mágoa de Roberta Luchsinger com o filho mais velho do presidente
A mágoa de Roberta Luchsinger com o filho mais velho do presidenteEleições 2026 segundo turno: Lula e Flávio fazem atos no Sudeste | G1PGR pede ao STF para derrubar exigência de autorização prévia para transporte de indígenas no 2º turno | G1Alex Telles fala sobre gols de bola parada: ‘Pode fazer a diferença’Como a imprensa internacional repercutiu o debate entre Lula e Flávio | G1A nova pesquisa CNT/MDA sobre a disputa entre Flávio e Lula na véspera do segundo turnoTensões Marcam Debate Entre Flávio Bolsonaro e Lula na GloboSTF Adota Recuo Estratégico Após Primeiro Turno EleitoralGinga carioca e tempero francês se encontram no menu do Capote RotisseriaEleições 2026: Agro lidera doações para Lula e Flávio Bolsonaro | G1Lula e Flávio: veja o mapa das agendas no 2º turno da eleição | G1Alternância de poder: Lula tenta reverter tendência nas Américas | G1Flávio para Lula: ‘O que você levou para o Nordeste foi o Comando Vermelho’O que é ‘bolsa-farelo’, que Flávio disse e Lula lembrou em debate da GloboAs três matérias de VEJA mencionadas no debate entre Lula e Flávio na Globo
Publicidade
Política

Análise detalhada das tensões no STF e suas raízes históricas

A crise do STF: um olhar para o passado A crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) não é uma questão recente. De acordo com a análise do cientista político Rafael Cortez, essa situação possui raízes que remontam a 2014, ano em que a Operação Lava Jato emergiu como um divisor de águas […]

A crise do STF: um olhar para o passado

A crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) não é uma questão recente. De acordo com a análise do cientista político Rafael Cortez, essa situação possui raízes que remontam a 2014, ano em que a Operação Lava Jato emergiu como um divisor de águas na política brasileira.

Segundo Cortez, a Lava Jato causou “uma hecatombe no mundo da política”, ao expor um complexo esquema de corrupção que afetou tanto o setor público quanto privado. Com a pressão decorrente da magnitude do escândalo, o STF foi convocado a arbitrar e resolver os conflitos gerados em seu bojo.

Tensões institucionais ao longo da última década

O período entre 2014 e 2019 foi marcado por eventos de grande impacto institucional. O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, vinculado aos desdobramentos da Lava Jato, culminou na ascensão de Michel Temer ao poder em um cenário de crise de governabilidade.

Após 2019, sob a presidência de Jair Bolsonaro, o STF tornou-se alvo de ataques, sendo criado o inquérito das fake news. Com os dois outros poderes em confronto, o Supremo se consolidou como o principal polo de poder, aumentando a autonomia dos seus ministros, especialmente a de Alexandre de Moraes, que passou a tomar decisões de forma mais incisiva.

O impacto da soltura de Lula e suas consequências

A soltura de Lula em 2021 foi vista como o marco final de um ciclo que começou com a Lava Jato. Com sua reabilitação política, o ex-presidente voltou à vida pública e à presidência da República. Os acontecimentos de 2022, incluindo a tentativa de golpe de Estado e os eventos de 8 de janeiro, culminaram em um momento decisivo para a democracia brasileira.

Acúmulo de poder e as tensões internas

Cortez argumenta que o fortalecimento gradual do STF ao longo do tempo resulta atualmente em um paradoxo, onde o poder acumulado entre os ministros leva a conflitos internos. Este fenômeno faz com que a atuação do Tribunal, embora crucial para a proteção da democracia, crie distorções institucionais.

A discussão sobre uma reforma do STF, que era considerada um tabu, agora é vista como uma necessidade premente. Cortez conclui que o próximo mandato, independentemente de quem for eleito, deve incluir uma agenda de reforma do Judiciário para restaurar a credibilidade da Corte.