O Panorama da Maioridade Penal no Brasil
Uma recente pesquisa do Datafolha revela que 89% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) e 70% dos eleitores de Lula (PT) apoiam a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Realizado nos dias 13 e 14 de outubro com 2.520 entrevistados, o levantamento indica que a maioridade penal é uma questão significativa nas eleições de 2026, com divisão clara de opiniões entre os eleitores dos dois candidatos.
Apoio Radical ao PL e PT
Entre os apoiadores de Flávio, a adesão à proposta é praticamente unânime, alcançando 93%, enquanto o apoio entre os simpatizantes do PT é de 73%. Isso mostra como a questão da maioridade penal é influenciada pela ideologia política dos eleitores. Apesar de uma maioria a favor, este índice representa o menor patamar registrado pelo Datafolha desde o início de suas pesquisas em 2003.
Tendências Históricas e Questões Políticas
Historicamente, o apoio à diminuição da maioridade penal atingiu seu auge em abril de 2015, com 87% da população a favor. No último levantamento, a proporção de brasileiros contrários à mudança subiu de 17% em junho para 18% em outubro, mantendo uma tendência de alta nas opiniões desfavoráveis desde 2006. Essa estabilidade nas opiniões revela profundas divisões sociais e políticas em temas controversos como o da maioridade penal.
Cenário das Eleições: Flávio vs. Lula
Além da questão da maioridade penal, o cenário eleitoral atual é de empate técnico. De acordo com o Datafolha, Flávio Bolsonaro registrou 47% das intenções de voto, enquanto Lula ficou com 45%. Nos votos válidos, Flávio possui 51%, e Lula, 49%. Com a eleição do 2º turno se aproximando, ambos os candidatos têm buscado fortalecer suas bases eleitorais, com Flávio predominando nas regiões Sudeste e Sul, e Lula ganhando entre os eleitores mais pobres e os católicos.
Rejeição e Desaprovação dos Candidatos
A rejeição a ambos os candidatos se mantém alta, com 46% dos eleitores desaprovando Lula e 44% rejeitando Flávio. A pesquisa também mostra que 7% dos eleitores não rejeitam nenhum dos dois. Tais dados destacam um eleitorado dividido, refletindo as complexidades das escolhas políticas no país.
















