O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) manifestou sua preocupação neste domingo, 8, sobre as ameaças enfrentadas pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT). A declaração da pasta ocorre após a parlamentar de 21 anos expor, em um vídeo nas redes sociais, o conteúdo de um e-mail agressivo que recebeu, o qual contenha ameaças de morte e violência sexual, fazendo com que ela necessite de escolta policial 24 horas.
No vídeo, Ana Elisa leu partes da ameaça, que incluem declarações extremamente violentas e misóginas, como: “Vou estuprar e matar a deputada federal Ana Elisa” e detalhes de uma suposta invasão em sua casa. Essa situação alarmante destaca o clima de hostilidade e violência que muitos políticos, especialmente mulheres, enfrentam atualmente no Brasil.
O MDHC reiterou a importância de investigar e responsabilizar os autores dessas ameaças. A nota do ministério afirma que Ana Elisa está sendo assistida pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), que no estado de Minas Gerais está em colaboração com o governo local desde 9 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições.
O programa oferece análise de risco e medidas protetivas, além de encaminhar denúncias às autoridades. Embora a maioria das medidas tomadas em nome de Ana Elisa não possa ser divulgada para garantir sua segurança, o MDHC destacou que o programa opera em abrangência nacional, em parceria com 16 estados, atendendo atualmente mais de 1.500 cidadãos brasileiros. O compromisso do ministério é claro: a proteção dos direitos humanos e o combate à violência política, de gênero e raça são prioridades.
















