A vereadora Janaina Paschoal (PP-SP) manifestou apoio ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em resposta às alegações de irregularidades na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições deste ano. Janaina declarou que não considera a acusação de que a prefeitura não atendeu à determinação da Justiça Eleitoral, que exigia a disponibilização de 100% da frota, como válida.
Em entrevista ao Metrópoles, a vereadora afirmou que não recebeu queixas sobre a falta de ônibus e caracterizou as reivindicações como uma estratégia da oposição, em especial da esquerda. Apesar disso, Janaina enfatizou que não faz parte da Comissão Especial que examina o pedido de impeachment do prefeito. Ela explicou que, caso o processo avance, será necessário que ela se posicione em uma futura votação, levando-a a evitar declarações definitivas nesse momento.
“Eu não integro a Comissão. Caso o pedido caminhe, precisarei votar, então, prefiro não antecipar posições. De todo modo, posso afirmar que não recebi nenhuma queixa de falta de ônibus e a pequena votação ocorrida entre 17 e 19 horas mostra que esse ‘problema’ foi fabricado pela esquerda”, disse. Janaina também mencionou que as dificuldades observadas em outros estados, como na Bahia, decorreram de questões logísticas, como ônibus adesivados, em desafios criados pelo próprio Partido dos Trabalhadores (PT).
A representação contra o prefeito foi protocolada por vereadores do PSOL, incluindo Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Sílvia Ferraro, e inclui acusações de convocação indevida de servidores da prefeitura para trabalhar na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A Comissão Especial começou seus trabalhos no dia 29 de outubro, com Rubinho Nunes (União) como presidente e Major Palumbo (PP) como relator. O parecer da Comissão deve ser apresentado na próxima terça-feira (3) e há expectativas de que a recomendação seja pelo arquivamento da denúncia.
Se a proposta de arquivamento for aprovada, o caso ficará encerrado nessa instância. Contudo, se for rejeitada, o assunto seguirá para votação em plenário, demandando o apoio de ao menos 33 vereadores para a continuidade do processo.
















