Greve de Professores nas Escolas Particulares do Rio
Na quarta-feira, 2 de setembro de 2026, professores da rede particular de ensino do Rio de Janeiro realizaram uma greve de 24 horas como um protesto contundente por melhores condições de trabalho e justicia salarial. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), teve seu início após uma assembleia realizada no último sábado, 29 de agosto, onde foram debatidos os principais problemas enfrentados pela categoria.
A ação teve como ponto de concentração o Largo do Machado, no Catete, e contou com a participação de mais de mil professores, que buscaram pressionar as instituições de ensino para que se sentem à mesa e avancem nas negociações.
Demandas dos Professores
As principais reivindicações levantadas pela categoria incluem o pagamento da chamada hora-atividade, que diz respeito ao trabalho pedagógico realizado fora da sala de aula, além de um reajuste salarial que reflita melhor a realidade econômica atual.
Os professores também pedem uma gratificação para aqueles que buscam aprimoramento acadêmico e a equiparação salarial entre os profissionais que atuam na educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
Aumento da Carga de Trabalho
Fábio Conde, diretor jurídico do Sinpro-Rio, enfatizou que os salários estão defasados e que a quantidade de tarefas exigidas dos educadores, especialmente após a pandemia de Covid-19, aumentou significativamente. Ele destacou que muitas dessas atividades incluem trabalhos em plataformas virtuais, a preparação de materiais pedagógicos e a correção de trabalhos, o que resulta em uma carga horária praticamente diária sem intervalo.
“A rotina de trabalho dos professores envolve cada vez mais atividades fora da sala de aula, algo que eles não estão sendo remunerados adequadamente”, afirmou Conde, ressaltando os impactos na saúde mental dos educadores, com um número crescente de afastamentos por questões psicológicas.
Reação das Instituições de Ensino
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio), que representa as escolas particulares, optou por não se manifestar sobre a greve neste momento. No entanto, a paralisação planejada para durar 24 horas evidencia a insatisfação crescente dentro da categoria e a necessidade urgente de ações que garantam melhores condições de trabalho.
O desfecho deste impasse será crucial para o desenvolvimento futuro das relações entre os profissionais da educação e as instituições escolares.