Entregue a um sepultamento prematuro
A engenheira da Marinha do Brasil, Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi sepultada na manhã do último sábado em Mogi das Cruzes, localizada na Região Metropolitana de São Paulo. A oficial chegou ao Hospital Universitário da USP já sem vida, conforme informado pela médica que a atendeu no local. Seu velório ocorreu na sexta-feira anterior, 25 de setembro.
Segundo o comunicado divulgado por sua mãe, Soraia Fickert, o sepultamento aconteceu às 10h30 no Cemitério da Saudade, na área central da cidade. Beatriz tinha um cargo importante como engenheira mecânica no Centro de Pesquisas da Marinha, que opera dentro da Cidade Universitária da USP. Sua transferência para o hospital foi realizada pela capitã corveta Priscila Valente Fernandes, também uma médica da Marinha.
Investigações em andamento
No hospital, a médica atestou que Beatriz teria chegado já sem vida à emergência. Por conta disso, a médica se negou a emitir o atestado de óbito e acionou a Polícia Militar por volta das 21h de quinta-feira, 24 de setembro. O Boletim de Ocorrência estabelece que o corpo apresentava sinais que indicavam que a morte poderia ter ocorrido há algum tempo.
Além disso, a PM informou que não teve acesso ao local da morte, onde a oficial foi encontrada pela parceira de trabalho da Marinha. O boletim também relata que o corpo foi retirado do local antes de serem realizados os devidos procedimentos periciais, o que não segue o protocolo habitual para esses casos. A Polícia Civil considera a possibilidade de fraude processual nesse incidente.
Órgãos de segurança envolvidos
A ocorrência foi registrada no 7º DP (Lapa) como morte suspeita. A Secretaria de Segurança Pública informou que as investigações serão conduzidas pela Polícia Federal e pela Marinha do Brasil, buscando esclarecer as circunstâncias que cercam a trágica morte da engenheira. As autoridades estão buscando detalhes sobre o ocorrido, e atualizações devem ser divulgadas à medida que as investigações avançam.