Novos Rumos nas Investigações
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, assumiu na noite do último sábado (12) a relatoria das investigações que envolvem Alexandre de Moraes e decidiu centralizar os casos Bank Master e INSS sob sua supervisão. Este movimento implica que as determinações sobre os trâmites destes casos estão temporariamente paralisadas.
Apesar da paralisação dos atos processuais, como esclareceu o professor de Direito Constitucional da Universidade Fluminense, Gustavo Sampaio, isso não indica o encerramento das investigações. A responsabilidade pela supervisão das investigações foi transferida para o ministro Fachin, que agora lidera os processos relacionados.
O Papel da Polícia Federal
Sampaio enfatizou que ações envolventes de investigação que afetam autoridades com prerrogativa de foro são tradicionalmente conduzidas pela Polícia Federal, parte do executivo. Isso se dá por conta das restrições que o poder judiciário tem ao lidar com competências que transcendem essa esfera.
Professor Sampaio pontua que certas ações, como a quebra de sigilo bancário ou a emissão de mandados de busca e apreensão, só podem ser determinadas por um juiz, também conhecidas como decisões de reserva judicial. Assim, Fachin não só assume a relatoria, mas também coordena diretamente as investigações do caso Master e do INSS, uma mudança que surge em meio a um confronto de despachos sobre a matéria.
Os Casos Master e INSS
Recentemente, Cristiano Zanin e outros ministros solicitaram acesso completo ao material do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que foi apreendido pela Polícia Federal. Fachin mandou que a PF atualizasse a situação da custódia e a integridade dos dados extraídos do dispositivo em um prazo de 24 horas, embora a autorização para o compartilhamento dessas informações ainda não tenha sido definida.
No caso do INSS, as investigações têm como objetivo apurar possíveis fraudes relacionadas a descontos de benefícios previdenciários, uma questão que vem sendo acompanhada de perto. Anteriormente, o ministro Mendonça requisitou informações sobre suspeitas de fraudes de diversas instituições, incluindo a CGU, PF e o TCU.