Após a vitória no segundo turno da disputa presidencial, o Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou a abertura de uma “vaquinha virtual” com o objetivo de arrecadar R$ 7 milhões para cobrir as despesas da sigla durante o período eleitoral. A mobilização solicita doações através de Pix no valor de R$ 13, referência ao número de urna do partido, para auxiliar na “quitação das contas”. Essa estratégia já foi utilizada durante a campanha e por outros candidatos presidenciais.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidatura de Lula teve um custo total de R$ 93 milhões, abaixo do teto de gastos fixado em R$ 133 milhões. Lula arrecadou cerca de R$ 129 milhões, sendo R$ 123 milhões provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha direcionado ao PT. O partido recebeu a segunda maior cota de financiamento neste ano, totalizando R$ 615 milhões, ficando atrás apenas do PL, que obteve R$ 881 milhões.
Dos valores arrecadados, R$ 1,3 milhão veio do fundo partidário comum do PT, enquanto R$ 4,1 milhões foram doações de apoiadores registradas no TSE. A prática de financiamento coletivo, incluindo “vaquinhas virtuais”, é permitida pela Justiça Eleitoral desde 2017 e foi utilizada nas eleições de 2018, quando Lula, impedido de concorrer, angariou R$ 1,5 milhão. Em 2022, a estratégia foi novamente adotada, resultando em R$ 6,8 milhões para o então candidato.
Outros concorrentes também recorreram a essa prática para aumentar as doações para suas campanhas. Renan Santos, do Missão, arrecadou R$ 2,5 milhões com a ajuda de 37.810 doadores. O senador Flávio Bolsonaro, adversário de Lula, conseguiu R$ 1,26 milhão de 20,5 mil apoiadores, embora tenha encerrado a arrecadação após sua derrota. Também participaram das “vaquinhas” o ex-governador Ronaldo Caiado e Augusto Cury, que obtiveram, respectivamente, R$ 8,1 mil e R$ 13,5 mil, enquanto Samara Martins levantou R$ 90,6 mil.
















