No último domingo, 1º de novembro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro se manifestou nas redes sociais, afirmando que não se arrepende de “absolutamente nada” do que fez. Em uma postagem na plataforma X, o autointitulado “verdadeiro presidente eleito do Brasil” fez críticas contundentes à imprensa e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais, Flávio deixou o Brasil em um jatinho que, segundo alegações, foi providenciado por Jason Miller, um aliado próximo do ex-presidente Donald Trump. Essa saída levantou questionamentos sobre sua imagem de moderado e respeitoso em relação ao resultado das urnas, especialmente considerando que ele conseguiu mobilizar mais de 59 milhões de votos na reta final da campanha. O impacto político imediato disso pode acarretar a perda de influência do seu partido, o PL, nas futuras eleições para os comandos da Câmara e do Senado em 2027.
Através de seu longo texto, Flávio descreveu sua visão dos acontecimentos recentes enquanto estava nos Estados Unidos. Ele se declarou livre para expor suas opiniões, afirmando que não será “alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal”, referindo-se a Moraes, que havia determinado a entrega de seus passaportes logo após sua derrota. Flávio lamentou que, logo após o resultado das eleições, recebeu uma decisão judicial que estabelecia medidas cautelares contra ele, acusando-o de ser alvo de uma “perseguição”.
O senador também fez uma reflexão sobre a situação dos Direitos Humanos no Brasil, citando uma fala do atual ministro do STF, Cristiano Zanin, que em 2016, como advogado de Lula, argumentava que o país não respeitava os direitos humanos. Essa menção, por sua vez, reforça a complexidade das relações políticas entre esses personagens com o passar dos anos.
Flávio argumentou que, ao contrário do que muitos pensam, “não saiu do Brasil, saiu pelo Brasil” e indicou que não tem planos claros sobre sua saída, pois, até então, nem seus aliados estavam cientes. Ele ainda mencionou em sua manifestação o sofrimento de seu pai, que enfrenta um contexto de prisão e alegações de injustiça. “Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial”, comentou Flávio.
Por fim, o senador anunciou que nos próximos dias irá conceder entrevistas para veículos de imprensa, prometendo que fará isso “sem cortes, sem filtro” e com a intenção de revelar informações que, segundo ele, não podem ser ditas por quem está no Brasil.
















