Descoberta Chocante
Alunas do Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, Paraná, se depararam com uma câmera clandestina instalada no banheiro feminino da escola. A descoberta ocorreu na segunda-feira, quando uma estudante percebeu um equipamento com luz vermelha na parede. Ao investigar, identificou uma câmera oculta.
Após o incidente, a Polícia Civil do Paraná anunciou a abertura de um inquérito policial para apurar a instalação do equipamento e suas implicações legais.
Também se revelou que, segundo um boletim de ocorrência, as alunas tinham conhecimento sobre o dispositivo há cerca de três anos, acreditando, a princípio, que se tratava de um sensor de fumaça.
Reações da Comunidade Escolar
Nesta terça-feira (20), alunos realizaram protestos em frente à escola, exigindo respostas da administração. Um estudante filmou o sistema de monitoramento, revelando que as gravações capturavam imagens nas proximidades das cabines de banheiro.
As alunas, preocupadas com a violação de sua privacidade, relataram temer que suas nudez pudesse ter sido exposta sem consentimento. Esta preocupação foi reiterada pela Secretaria Estadual de Educação do Paraná, que afirmou que a instalação de câmeras em locais que comprometam a intimidade dos alunos é proibida.
Posicionamento da Secretaria e do Colégio
A Secretaria Estadual de Educação (Seed-PR) reitera que a Resolução nº 5.206/2026 impede a instalação de câmeras em banheiros e vestiários nas escolas públicas do estado.
Foram realizadas vistorias e nenhuma câmera foi encontrada nas áreas sinalizadas como privadas.
O colégio, por outro lado, confirmou a instalação das câmeras, mas esclareceu que elas estavam voltadas apenas para as entradas dos banheiros, visando a segurança e a prevenção de atos de vandalismo.
Essa situação levanta importantes questões sobre privacidade e segurança nas escolas, gerando discussões necessárias sobre os limites da vigilância em ambientes educacionais.
















