Paralisação de Motoristas em São Paulo
Uma greve de motoristas da Transwolff afetou 34 linhas de ônibus, impactando diretamente 267 mil passageiros na zona Sul de São Paulo nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026. A situação reflete uma crise no transporte público, que já enfrenta desafios de gestão e operação.
A Transwolff teve suas operações sob intervenção da prefeitura desde abril de 2024, após investigações do Ministério Público de São Paulo e da polícia sobre possíveis ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Em dezembro de 2025, a administração municipal decretou a caducidade dos contratos da empresa, assumindo oficialmente a gestão das operações e transferindo-as à SPTrans.
Reação da Prefeitura
A prefeitura de São Paulo repudiou a greve, alegando que a interrupção ocorreu sem a notificação prévia de 72 horas exigida pela legislação para paralisações no transporte coletivo. Em resposta, o Paese (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado, com a solicitação de reforço policial às garagens que foram afetadas pela paralisação dos motoristas.
De acordo com a SPTrans, os salários e benefícios dos motoristas estão em dia, e os depósitos de INSS e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) estão sendo realizados integralmente em juízo, aguardando a decisão judicial sobre questões trabalhistas. Enquanto isso, um processo licitatório para o plano de saúde dos colaboradores está em andamento, atendendo aos trabalhadores com compensação prevista em acordo coletivo.
Desdobramentos e Impacto Social
Esse evento levanta questões significativas sobre a atual situação do transporte público na cidade e a relação entre as empresas de transporte e o governo. A intervenção na Transwolff, motivada por investigações de criminalidade, e a resposta rápida da prefeitura à greve revelam a complexidade de se garantir a segurança e a continuidade dos serviços essenciais à população.
A situação ainda é crítica, e espera-se que a prefeitura e a SPTrans busquem soluções urgentes para minimizar os impactos sobre os passageiros e garantir o funcionamento estável do sistema de transporte público em São Paulo.
















