Mário Frias tem celular apreendido em investigação da PF

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Celular de Mário Frias sob análise da Polícia Federal

O celular do deputado federal Mário Frias, do PL-SP, foi apreendido pela Polícia Federal durante uma operação que teve início na última quinta-feira, 10 de setembro. O aparelho será submetido a uma perícia para a extração de dados que podem ser cruciais para a investigação de suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares.

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O mandado de busca e apreensão foi cumprido em sua residência, como parte da operação intitulada “Make Up”.

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Essa ação abrangeu 49 mandados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A investigação se concentra na possibilidade de que recursos públicos tenham sido mal direcionados para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Mário Frias confirmou que o celular, documentos e um computador foram recolhidos pelos agentes federais.

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Ele se manifestou sobre a operação, mencionando que “a PF cumpriu um mandado de busca em minha residência”.

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Desafios na extração de dados do dispositivo

Apesar da apreensão do aparelho, o acesso ao conteúdo armazenado não é imediato. A possibilidade de desbloquear o celular depende de vários fatores, incluindo a marca e o modelo do dispositivo, além das condições em que ele foi encontrado.

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Até o momento, não há informações sobre uma possível recusa por parte de Frias em fornecer sua senha.

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Marcos Camargo, presidente da APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais), destaca que, em alguns casos, é viável acessar conteúdos de celulares bloqueados por meio da exploração de vulnerabilidades. Em outros, a PF pode usar programas específicos para descobrir senhas e desbloquear aparelhos.

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Esse processo pode ser demorado e não tem prazo definido.

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A operação teve autorização do ministro Flávio Dino, do STF, e investigava um desvio de R$ 2 milhões destinados a projetos do ICB (Instituto Conhecer Brasil), presidido por Karina Gama, que também é sócia da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”. A relação entre os recursos e a empresa está sob análise da polícia.

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Segundo informações, a Dinâmica Editora e o Instituto Super Poder Educacional receberam R$ 700 mil do ICB. Poucos meses depois, a NTT Brasil, associada ao mesmo grupo empresarial, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment, o que a PF busca num possível nexo.

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Reação de Mário Frias à operação da PF

Após a apreensão, Mário Frias defendeu sua inocência e declarou que a ação da PF era uma “cortina de fumaça”.

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O deputado assegurou que colaborará com todas as investigações e acredita que o caso será arquivado. “Vou entregar cada documento e seguir representando São Paulo”, garantiu ele em seu depoimento público.

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