Dark Horse: Bilheteira prevista supera 3 vezes ‘Minha mãe é uma peça 3’

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O filme “Dark Horse”, que narra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem gerado polêmica desde sua concepção. Um relatório da Polícia Federal (PF) que foi recentemente tornado público aponta que o plano de negócios do filme previa uma bilheteira capaz de superar em mais de três vezes o recorde de “Minha Mãe é uma Peça 3”, um dos mais exitosos longas do cinema nacional.

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A revelação foi feita após um pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e acatada pelo ministro André Mendonça. O documento apresenta insights sobre as ambições financeiras que o produtor Thiago Miranda tinha para o projeto, que inclui estimativas bilionárias que despertam a curiosidade sobre a viabilidade real e a finalidade do projeto.

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As Projeções de Bilheteira

Segundo o relatório da PF, foram delineados três cenários para o desempenho nas bilheteiras:

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  • Pessimista: US$ 45 milhões
  • Conservador: US$ 70 milhões
  • Otimista: US$ 100 milhões
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Esses números são incrivelmente altos, levando em conta que “Minha Mãe é uma Peça 3” arrecadou cerca de R$ 120 milhões (aproximadamente US$ 30 milhões na época), estabelecendo um recorde que voltou a ser mencionado para contextualizar os números astronômicos previstos para “Dark Horse”.

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A discrepância entre os objetivos de arrecadação e o que é considerado realista pelo mercado cinematográfico nacional suscitou discussões acerca das possíveis implicações financeiras e éticas por trás do financiamento do filme. De acordo com a PF, essa distinção entre a expectativa de renda e a realidade consolidada do setor cinematográfico brasileiro justifica a necessidade de uma apuração mais aprofundada sobre a operação financeira em torno da produção.

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O projeto originou uma crise significativa na campanha de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Mensagens divulgadas pelo site Intercept Brasil indicavam que Flávio estaria cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, uma ação que levantou suspeitas sobre o financiamento do filme.

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Em resposta às alegações, o STF autorizou a abertura de inquérito para investigar Flávio Bolsonaro por possíveis envolvimentos em crimes como lavagem de dinheiro e corrupção, resultando em uma situação delicada para o político durante sua campanha à presidência.

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O Fundo de Eduardo Bolsonaro também foi citado ao relatar que permaneceu inerte por quase quatro anos antes de registrar repasses significativos ao projeto “Dark Horse”, levantando mais dúvidas sobre a origem e as intenções financeiras por trás do longa.

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A distribuidora Europa Filmes, encarregada pela distribuição de “Dark Horse”, delineou projeções mais conservadoras. Inicialmente, planejavam lançar o filme em 650 cinemas, esperando atingir um desempenho semelhante ao de “Tropa de Elite 2”. No entanto, após o surgimento das investigações, a distribuidora optou por adiar a estratégia de lançamento até que a situação fosse esclarecida.

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Os cenários imaginados pela Europa Filmes consideram:

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  • Pessimista: 800 mil espectadores
  • Realista: entre 1,5 e 2 milhões de espectadores
  • Otimista: superar 2 milhões de espectadores
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Esses números foram comparados ao desempenho de outros filmes recentes, que, como “O Agente Secreto”, conseguiram atrair 2,4 milhões de espectadores, impulsionados por diversos prêmios e reconhecimento internacional, algo que “Dark Horse” parece não ter ao seu favor.

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As implicações do financiamento de “Dark Horse” não se limitam apenas às suas expectativas de audiência. As investigações que emergem neste contexto podem ter registros significativos na jurisdição e na política brasileira, trazendo à tona a complexidade associada entre arte, poder e dinâmicas financeiras. As palavras do trailer, que descrevem Bolsonaro como a “voz do povo” que “enfrentou o sistema”, revelam não apenas um retrato controverso, mas também implicações sociais e jurídicas que estão longe de serem resolvidas.

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A situação é ainda mais complicada por conta da recente declaração de um colaborador do mercado financeiro, que confirmou transações significativas que, teoricamente, estariam ligadas à produção do filme, mas que levantaram questões sobre possíveis desvios para o autoexílio de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Essa interseção de interesses políticos e financeiros colocará “Dark Horse” sob um microscópio, mas também pode ser um catalisador para um intenso debate sobre transparência e ética na produção cinematográfica e seu financiamento no Brasil.

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