11ª edição do Anuário do Petróleo no Rio é lançada pela Firjan em Macaé

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Jornalista: Andréa Lisboa

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A 11ª edição do Anuário do Petróleo no Rio foi lançada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan/Senai/Sesi), nesta quinta-feira (3), em sua sede Macaé. A publicação inclui o Recorte Regional Norte Fluminense e um painel dinâmico que pode ser acessado em: https://observatorio.firjan.com.br/inteligencia-de-dados/dados-dinamicos-do-anuario-do-petroleo-no-rio-2026. Durante o evento, o prefeito Welberth Rezende destacou que o documento retrata o momento econômico positivo e avanços em Macaé. Ele informou que a produção local prevista para este ano é de 400 mil barris e que a perspectiva de produção da Petrobras para os próximos cinco anos é de um milhão de barris.

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O documento aponta para a relevância do Brasil e do Rio de Janeiro como fornecedores seguros de petróleo e gás para o mundo. O Anuário reúne análises e perspectivas de instituições públicas, empresas, associações e especialistas sobre os desafios e oportunidades que devem moldar o futuro da indústria de petróleo, gás natural e energia nos próximos anos. Nesta edição, além das análises apresentadas pela equipe técnica da Firjan, a Rystad Energy, EPE, Casa Civil da Presidência da República, PPSA, Siemens Energy, ABPIP, Veirano Advogados, Petrobras e ONIP contribuíram com conteúdo.

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Além do detalhamento das informações do Anuário pelo gerente de Cenários da Gerência Geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Sávio Bueno, e da apresentação da unidade Firjan pelo gerente executivo regional, Anderson Carolo, gestores da Prefeitura de Macaé apresentaram dados orçamentários, análise sobre a recuperação de investimentos no município, federais e estaduais, e planejamento orçamentário. Houve também um debate com a participação do secretário executivo de Políticas Energéticas de Macaé, Rodrigo Vianna, e do analista de pesquisa energética da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Carlos Augusto Pacheco, mediado pela gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso.

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Ele completou:

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O secretário de Desenvolvimento Econômico de Macaé, Silvio Mussi Lopes, apresentou os dados do município e ressaltou a importância da Petrobras para Macaé e vice-versa.

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Ele acrescentou que R$ 5,1 bilhões é o valor da previsão orçamentária para este ano, com a inclusão de novos negócios e com o preço do barril de petróleo favorável à economia de Macaé.

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O fundo municipal dos royalties teve destaque na apresentação. Ele foi aprovado na audiência pública do Plano Diretor. A previsão é que em 20 anos ele tenha duas vezes a receita corrente líquida aplicada. Outros temas de relevo foram: a importância da diversificação da economia , projetos estratégicos e de planejamento de investimentos. Entre eles: ampliação dos voos do aeroporto, das termelétricas, da produção agropecuária, do setor turístico e a instalação de uma fábrica de fertilizantes. Atualmente o município tem proeminência no estado não somente no segmento de óleo e gás, mas também na produção de grãos, criação de gado confinado e no segmento turístico. Também foram enfatizados os investimentos para apoio ao Ensino Superior e Técnico, como a ampliação da Cidade Universitária.

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Representando o presidente da Firjan Norte Fluminense, Francisco Roberto Siqueira, o coordenador da Comissão Intermunicipal da Firjan em Macaé, João Carlos da Silva, salientou que a infraestrutura é um dos pilares mais significativos da região.

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Debates e Dados Relevantes para o Mercado

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Durante o debate, o secretário Executivo de Políticas Energéticas de Macaé, Rodrigo Vianna, enfatizou a relevância da criação de um ambiente de negócios.

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O analista de Pesquisa Energética da EPE, Carlos Augusto Pacheco, apresentou a posição da região na geopolítica energética.

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Já a moderadora, Karine Fragoso, destacou a possibilidade de integração energética.

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Indicadores de destaque da região Norte Fluminense

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Recorde na produção de petróleo do estado, que alcançou aproximadamente 1,2 bilhão de barris em 2025, o equivalente a cerca de 3,3 milhões de barris/dia. O crescimento em relação ao ano anterior foi de 13%.

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Participação do estado na produção nacional sobe pelo sexto ano consecutivo e alcança 88% no ano 2025.

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A produção na bacia de Campos alcançou 741 mil barris/dia em 2025. Em relação ao ano anterior, o crescimento foi de 9%. Os primeiros sete meses de 2026, reforçam a tendência de alta, registrando volumes médios diários 11% acima de 2025.

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Mais de 75% da produção na bacia de Campos teve origem no estado do Rio em 2025. Em relação a 2024, o crescimento da produção na região Norte Fluminense foi de 4%. Novos registros de alta também foram identificados nos sete primeiros meses de 2026, com médias diárias 5% acima das registradas em 2025.

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Os números mostram o sucesso das ações de revitalização da bacia de Campos, que mesmo com cerca de 50 anos de atividades, ainda consegue apresentar resultados relevantes e crescimento significativo.

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A diversificação e a entrada de empresas operadoras que visam a recuperação de ativos maduros na bacia de Campos foi fundamental para estes resultados.

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Para efeito comparativo, em 2010, cerca de 90% dos campos na porção fluminense da bacia eram operados por uma única empresa, a Petrobras. Hoje (2026) a empresa detém pouco mais de 40% dos campos, com os outros quase 60% sendo divididos entre quatro empresas independentes. Todas as empresas que atuam na bacia direcionaram expressivos investimentos na região nos últimos anos.

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Os efeitos das atividades impactam diretamente na economia fluminense. Os recursos distribuídos ao estado e aos municípios produtores desempenham papel relevante nas contas públicas governamentais e na promoção do desenvolvimento regional.

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Em 2025, a indústria contribuiu com R$ 30,2 bilhões em royalties e R$ 14,7 bilhões em participações especiais para o estado do Rio de Janeiro e seus municípios.

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Com relação aos municípios, os do Norte Fluminense aumentaram a arrecadação em royalties e participações especiais em 0,4% no ano de 2025, chegando próximo da casa de R$ 3 bilhões, mesmo diante de uma queda expressiva dos preços do barril entre 2025 e 2024.

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O Brent saiu de um patamar médio de US$ 80,52 em 2024 para US$ 69,14 em 2025. Os dados de arrecadação do primeiro semestre de 2026 são promissores. Até junho, os municípios da região já arrecadaram o equivalente a 56% dos montantes de 2025. Esse movimento foi intensificado pelo aumento dos preços do barril em 2026 em função dos conflitos no Oriente Médio e as restrições na logística naval via estreito de Ormuz, mas também pelo aumento na produção na região.

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Para efeito de ilustração, comparamos meses específicos do período. O Brent saiu da casa dos US$ 62,54/barril em dezembro de 2025 para US$ 117,29/barril em abril de 2026, maior patamar desde junho de 2022, quando os preços foram pressionados pelos efeitos do conflito entre Rússia e Ucrânia.

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Fonte https://www.macae.rj.gov.br/noticias/leitura/noticia/11-edicao-do-anuario-do-petroleo-no-rio-e-lancada-pela-firjan-em-macae

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