Pampa sofre drástica perda de pastagens naturais em quatro décadas

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Impacto da transformação na vegetação do Pampa

A região do Pampa, que se estende pelo sul do Brasil, Uruguai e centro-leste da Argentina, enfrenta um grave desafio ambiental. Nos últimos 40 anos, cerca de 21% das pastagens naturais foram perdidas, uma área impressionante que corresponde à dimensão da Bulgária.

No total, essa devastação totalizou 11,3 milhões de hectares, sendo que 10,5 milhões destes referem-se a vegetação campestre. Paralelamente, a área cultivada aumentou em 9,8 milhões de hectares, e as plantações florestais cresceram em 2,2 milhões de hectares durante o mesmo período.

A importância da vegetação nativa

A pesquisa conduzida pelo MapBiomas revela que a cobertura de vegetação nativa na região, que outrora ocupava todo o território pampeano, atualmente representa apenas metade do que era.

Dentre a vegetação remanescente, 71% pertence à vegetação campestre, mantendo uma biodiversidade significativa, utilizada para a pecuária.

Nos últimos 40 anos, a conversão de terras nativas em áreas agrícolas, predominantemente para cultivo de grãos, foi a principal responsável por essa drástica redução. O levantamento também incluiu dados do Espinal e do delta do rio Paraná, áreas exclusivamente argentinas, ressaltando a gravidade da situação.

Comparativo com outras regiões e impacto no Brasil

O estudo aponta que, em termos proporcionais, o Brasil representa o país com a maior perda de vegetação nativa na região. Em 1985, contava com 12,4 milhões de hectares de vegetação nativa, número que despencou para 8,6 milhões em 2024.

Essa redução representa uma perda aproximada de 3,7 milhões de hectares, equivalente a 75 vezes a área do município de Porto Alegre (RS).

O futuro da região do Pampa é incerto e as ameaças à sua biodiversidade exigem medidas imediatas e eficazes para preservar o que resta das suas pastagens naturais.

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