Posição da CNBB sobre a Maioridade Penal
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirmou sua firme posição contrária à redução da maioridade penal, afirmando que o encarceramento precoce de adolescentes poderá intensificar a violência. Este pronunciamento foi enviado ao Congresso apenas um dia após a inclusão do tema na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e no contexto de apoio à medida por candidatos presidenciais como Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Importante frisar que Lula, candidato à reeleição, alterou sua posição histórica ao apoiar a redução apenas para crimes hediondos, um passo que surpreendeu muitos aliados.
As propostas atualmente em debate sugerem a responsabilidade penal para jovens a partir dos 16 anos, ou até 14 em casos específicos.
Manifestação Histórica da CNBB
A CNBB voltou a disponibilizar em seu site a carta endereçada aos parlamentares em 26 de junho, onde defende que a redução da maioridade não aborda as raízes da violência e não traz soluções sustentáveis para a segurança pública. Os bispos enfatizam a necessidade de direcionar investimentos em educação, proteção social e oportunidades para os jovens, afirmando que “o Brasil será mais seguro se investir na proteção, na educação e na promoção de sua juventude.”
O Debate no Senado e a Opinião de Lula
Na Assembleia, o senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou uma emenda para reduzir a idade penal de 18 para 14 anos em casos de crimes hediondos.
Em resposta, Camilo Santana (PT-CE) sugeriu a redução para 16 anos, o que foi apoiado por Lula em declarações recentes. Lula, que já foi crítico desta proposta no passado, agora busca afastar possíveis pressões de adversários políticos.
Conceito de Medidas Socioeducativas
A CNBB também recorda que o sistema jurídico brasileiro já possui ferramentas robustas para responsabilizar adolescentes por meio de medidas socioeducativas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Os bispos ressaltam que o verdadeiro desafio reside na implementação efetiva dessas políticas e na insuficiência de investimentos para garantir apoio à juventude.
Apelo por Políticas Públicas Eficazes
Os bispos apelam para que o Congresso priorize a educação de qualidade, o fortalecimento das famílias e a proteção da infância e adolescência, enfatizando que a simples adoção de penas mais severas não resolve a questão da violência. Para a CNBB, um enfoque em políticas públicas que promovam oportunidades para os jovens será a chave para uma sociedade mais segura e justa.
















