O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira, 6, ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita do seu filho, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Eles estão proibidos de se encontrar até o dia 11 de outubro, mas a defesa quer que esse prazo seja antecipado.
A decisão dada por Moraes nesta terça não tem nenhum posicionamento de mérito sobre o caso. Ele apenas determinou a remessa para a PGR, cujo parecer é opinativo — ou seja, o ministro não é obrigado a seguir o mesmo posicionamento do órgão.
Na segunda-feira, 5, os advogados do ex-presidente pediram a Moraes que ele possa receber Flávio Bolsonaro em casa. Eles argumentaram que falta pouco tempo para a proibição de visitas terminar e que o perigo que antes justificou a medida de urgência hoje não existe mais.
Desde que foi para a prisão domiciliar humanitária, na sua residência em um condomínio fechado em Brasília, Bolsonaro está proibido de receber visitas, com exceção de médicos e advogados. No dia 13 de julho, Moraes proibiu também as visitas de Flávio, porque durante uma live ele leu uma carta escrita à mão pelo próprio Jair Bolsonaro. O documento, intitulado “carta aos brasileiros”, pedia a união dos eleitores em torno do nome do senador na disputa pela presidência.
Moraes interpretou o gesto como uma tentativa de burlar a proibição de Flávio de acessar as redes sociais ou ter contato com o público. Esse é um dos desdobramentos da sua condenação no caso do golpe de estado.
Resultado nas urnas
Neste domingo, 4, Flávio obteve 47,03% dos votos, o que representa a escolha de mais de 56 milhões de brasileiros. Ele irá para o segundo turno, em 25 de outubro, com o presidente Lula, que teve 45,16% (em números, mais de 53 milhões de votos).
No discurso após a apuração, o senador disse que “a era do PT acabou”. Os outros presidenciáveis — Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) — fizeram menos de 3% dos votos cada um.