A Viking Participações, empresa de Daniel Vorcaro, foi condenada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) devido a práticas fraudulentas na emissão de cotas de um fundo imobiliário. Em uma decisão recente, no dia 8 de setembro de 2026, ficou evidenciado que a Viking operava como uma “empresa de passagem”, cujo objetivo era inflacionar artificialmente o valor dos ativos vendidos pelo proprietário do Master no mercado financeiro. Este esquema teve implicações diretas na venda de títulos a fundos de pensão de diferentes estados.
No total, a Viking foi multada em R$ 10 milhões, enquanto Daniel Vorcaro enfrentou uma penalidade ainda maior, sendo condenado a pagar R$ 20 milhões, o que reflete a gravidade das suas ações.
O contrato controverso firmado entre a Viking e o escritório Barci de Moraes, datado de maio de 2025, envolvia um total de R$ 50 milhões, dos quais R$ 40 milhões seriam utilizados para a aquisição de cotas de aeronaves. Entre as aeronaves mencionadas estão um jato Legacy 650 e um helicóptero Airbus EC 155 B1. Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que essas aeronaves chegaram a ser utilizadas pela esposa do ministro Alexandre de Moraes.
O teor das mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes, que somaram 52 documentos conforme divulgado pelo ministro André Mendonça, sugere uma relação estreita entre os dois. As interações indicam não apenas a organização de encontros, mas também conversas relacionadas ao processo sigiloso que culminou na prisão de Vorcaro devido a fraude financeira.
É importante ressaltar que o novo contrato foi firmado enquanto ainda estavam sendo pagos os valores referentes ao primeiro acordo, que somou R$ 131 milhões. Este primeiro contrato previa a representação do Master junto a órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo a Polícia Federal. Entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, aproximadamente R$ 80,2 milhões foram pagos nesse contexto.
Após a constatação de atraso no pagamento da primeira parcela, Vorcaro expressou sua preocupação entre os funcionários: “Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Vamos ter problemas”, demonstrando a urgência e a pressão por parte do empresário.
A condenação da CVM é independente das investigações criminais em curso pela Polícia Federal, relacionadas ao caso do Master. Além de Vorcaro, outros membros da família Vorcaro também enfrentam sanções. Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, gestores de Milo Investimentos e MG1 Desenvolvimento, respectivamente, foram multados. Eles têm o direito de recorrer das decisões.
Em resposta às alegações, o escritório de Viviane, ligado a Moraes, negou ter estabelecido qualquer novo contrato com o Master além do primeiro, que foi supostamente encerrado após a liquidação do banco. Essa defesa mantém um contorno de incerteza no ar, enquanto as consequências desse caso se desenrolam no âmbito legal.